Hoje o dia tá assim, pra tempestade. Achei que a essa altura a dor física já haveria me deixado em paz. Mas não, só foi piorando, a ponto de me fazer temer o que ainda há por vir. Aposto que você nem sabe o que é isso. Toda essa tua esperteza e malandragem não devem ter te deixado sentir muitas coisas, afinal.
Talvez eu me arrependa de não ter ouvido um único dos seus conselhos. Mas não sei se resolveria mesmo, não ouvi. Você sabe que nunca te dei muita moral mesmo. O fato é que toda essa situação foi causada, em boa parte, por você e seu jeito de sempre se dar bem. O que me admira é a tua cara-de-pau de tentar me confortar. Fingir, dissimular.
E, mais uma vez, pisaste em não sei quantos pra conseguir o que queria. Você sabe que existe um lado perverso que nos é comum, e não vou ser hipócrita de negá-lo. Acontece que me deixei levar, e, inocentemente, também caí nas tuas garras. Agora fui um dos degraus que você pisou, tão levianamente, para ficar mais confortável no teu grande dia. Olha como sou patética: você era uma das últimas pessoas de quem eu esperava tamanha decepção.
Não estou negando aqui que existiram outros fatores, que se decidiram alheios à sua vontade. Francamente, você não é tanta coisa assim. Outra coisa que eu não esperava fosse tamanha fraqueza e falta de personalidade. Sei que não foi grande o teu trabalho de manipular mentes fáceis e manipuláveis. Mas tudo bem, agora já não me surpreendo mais com nada.
Mas não, querida. Essa minha dor não é, não foi, nem nunca será por você. É pelo que você me tirou, porque te daria uma certa vantagem a mais, talvez te ajudaria a disfarçar tua solidão. De qualquer forma, é melhor você começar a se conformar. És tão superficial que jamais alguém se envolverá tanto contigo. Jamais alguém chorará tuas dores. Jamais alguém sentirá verdadeiramente a tua falta. Ao teu redor, cercar-se-há de sentimentos tão profundos quanto um píres. Tua única verdade será essa tua inveja amarga, que ainda vai te corroer. Até lá, encarregar-se-há de destruir tudo o que lhe parecer bom e verdadeiro, só pra agregar mais novos infelizes à tua desgraça de existir.
Hoje jogo teu jogo pela tua ameaça, não pela tua companhia. Te sorrio não porque falaste alguma coisa agradável, e sim porque sinto o cano gelado do teu revólver no meu pescoço. Se bem que, sem querer fazer drama, a essa altura, até que seria interessante morrer.
Talvez eu me arrependa de não ter ouvido um único dos seus conselhos. Mas não sei se resolveria mesmo, não ouvi. Você sabe que nunca te dei muita moral mesmo. O fato é que toda essa situação foi causada, em boa parte, por você e seu jeito de sempre se dar bem. O que me admira é a tua cara-de-pau de tentar me confortar. Fingir, dissimular.
E, mais uma vez, pisaste em não sei quantos pra conseguir o que queria. Você sabe que existe um lado perverso que nos é comum, e não vou ser hipócrita de negá-lo. Acontece que me deixei levar, e, inocentemente, também caí nas tuas garras. Agora fui um dos degraus que você pisou, tão levianamente, para ficar mais confortável no teu grande dia. Olha como sou patética: você era uma das últimas pessoas de quem eu esperava tamanha decepção.
Não estou negando aqui que existiram outros fatores, que se decidiram alheios à sua vontade. Francamente, você não é tanta coisa assim. Outra coisa que eu não esperava fosse tamanha fraqueza e falta de personalidade. Sei que não foi grande o teu trabalho de manipular mentes fáceis e manipuláveis. Mas tudo bem, agora já não me surpreendo mais com nada.
Mas não, querida. Essa minha dor não é, não foi, nem nunca será por você. É pelo que você me tirou, porque te daria uma certa vantagem a mais, talvez te ajudaria a disfarçar tua solidão. De qualquer forma, é melhor você começar a se conformar. És tão superficial que jamais alguém se envolverá tanto contigo. Jamais alguém chorará tuas dores. Jamais alguém sentirá verdadeiramente a tua falta. Ao teu redor, cercar-se-há de sentimentos tão profundos quanto um píres. Tua única verdade será essa tua inveja amarga, que ainda vai te corroer. Até lá, encarregar-se-há de destruir tudo o que lhe parecer bom e verdadeiro, só pra agregar mais novos infelizes à tua desgraça de existir.
Hoje jogo teu jogo pela tua ameaça, não pela tua companhia. Te sorrio não porque falaste alguma coisa agradável, e sim porque sinto o cano gelado do teu revólver no meu pescoço. Se bem que, sem querer fazer drama, a essa altura, até que seria interessante morrer.