Diz-se dos sábios que são aqueles que sabem a hora de parar: no auge. Chega a me dar calafrios pensar em toda essa prepotência que, além de lhes ser congênita, lhes é esperada e até respeitada. Tipo, eles sabem o que fazem. Prepotência e meias-verdades, e vidas incompletas. Mas então, o auge.
Pra quê um segundo orgasmo? Não, é melhor partir. Antes que seja tarde demais, é o que dizem. Antes que a situação saia do controle. Antes que comece a fazer falta e doer. Não estou de brincadeira, é assim mesmo. Quando você menos esperar, lá estarão eles com suas cardenetas e cálculos científicos de efeito a longo prazo.
Veja bem, está tudo ali, em números claros: quanto antes parar, antes estará recuperado, novinho em folha e pronto pra outra. Vai ser bom para todos, veja. Os números não me deixam mentir.
Estou prestes a admitir que estavam certos, os sábios, mas não sem antes fazer uma ressalva: pro inferno com sua lógica infalível.
Eu não. Eu sou de extrair e sugar até a última gota - nem que seja puro veneno tudo o que tenha restado. E nem isso me satisfaz. Uma gotinha de veneno? Eu quero muito mais do que gotas. Quero me envenenar até desvanecer. Quero acordar com gosto de amargura pra cospir. Enterrar o resto da fruta podre para que, talvez, dela brote mais veneno pra me contaminar. Sim, sou adepta às irrealidades romantizadas dos livros, sou de viver passional e gostar de dor.
Quanto a você, que ajeita o nó da gravata e tenta insistentemente pensar em outra coisa (que não eu e/ou o que acabou de ler), minhas sinceras condolências. Vai nessa, os números não te deixam mentir - será o melhor pra todos nós. Sei que não faria cálculos levianos. Desculpe estar rindo, eu não te imaginava carregando uma prancheta desse jeito. Devo admitir que, sábio, mais-que-acertou: você não é pra mim. Mas não é que quase me enganou?
Risos sábios contidos desesperados.
Pra quê um segundo orgasmo? Não, é melhor partir. Antes que seja tarde demais, é o que dizem. Antes que a situação saia do controle. Antes que comece a fazer falta e doer. Não estou de brincadeira, é assim mesmo. Quando você menos esperar, lá estarão eles com suas cardenetas e cálculos científicos de efeito a longo prazo.
Veja bem, está tudo ali, em números claros: quanto antes parar, antes estará recuperado, novinho em folha e pronto pra outra. Vai ser bom para todos, veja. Os números não me deixam mentir.
Estou prestes a admitir que estavam certos, os sábios, mas não sem antes fazer uma ressalva: pro inferno com sua lógica infalível.
Eu não. Eu sou de extrair e sugar até a última gota - nem que seja puro veneno tudo o que tenha restado. E nem isso me satisfaz. Uma gotinha de veneno? Eu quero muito mais do que gotas. Quero me envenenar até desvanecer. Quero acordar com gosto de amargura pra cospir. Enterrar o resto da fruta podre para que, talvez, dela brote mais veneno pra me contaminar. Sim, sou adepta às irrealidades romantizadas dos livros, sou de viver passional e gostar de dor.
Quanto a você, que ajeita o nó da gravata e tenta insistentemente pensar em outra coisa (que não eu e/ou o que acabou de ler), minhas sinceras condolências. Vai nessa, os números não te deixam mentir - será o melhor pra todos nós. Sei que não faria cálculos levianos. Desculpe estar rindo, eu não te imaginava carregando uma prancheta desse jeito. Devo admitir que, sábio, mais-que-acertou: você não é pra mim. Mas não é que quase me enganou?
Risos sábios contidos desesperados.
5 comentários:
Lisie
Amei seu texto. Vc é como eu. Quero o veneno e cuspir a anmargura, se preciso. ms viver
Amei ...
é bom admitir as vezes.
i love you, coffed. tudo vai ficar bem, você sabe.
Antes tarde do que nunca, não é?
será que não é para você? se você não precisasse talvez nunca tivesse chegado perto.
=*
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