segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O Silêncio das Estrelas

E U estou,
sinceramente,
literalmente,
profundamente,
CANSADA
de sentir Saudades.

sábado, 27 de setembro de 2008

Now he's back home doing nine to five, living a gray flannel life. But when he turns off to sleep, memories keep: more, more, more...

S C R A T C H M E
Scratch me again
Scratch me
To leave your trail in my skin

So sniff my neck
Bite it or my shoulder
Turn me red or purple
Turn me on

You know what you cause in me
and you really seem to like it
Do you feel the way I do
when our fingertips get in touch?

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ser ou não ser

S U A O U de ninguém;
Quisera eu escutar meu coração, mas ele chama pelo nome tão velho (daquele fantasma que te comentei outro dia). E só chama por chamar, não porque quer sentir suas batidas (peito a peito) novamente. Assim fosse, só, o meu coração dispararia com o vulto fantasmagórico (ou algo que o valha) que assombra o meu espelho (o do banheiro, que guarda a escova de dentes verde que ainda uso, a que comprei pra você e já pertenceu à sua boca).
Não. Ele dispara contra o sol (forte, por acaso) e me treme as pernas com o sabor das pitangas caídas na avenida Paraná. Mas não pelo sol, nem pelas pitangas (nem comer pitangas já comi). As frutinhas não bastam, nem o calor, nem os militares de regata branca que demoram quase mais que os carros pro sinal abrir, e gritam e assustam prometendo segurança. Ah, tão inseguros, tão iguais, tão fardados, tão pais de família classe-média!
Tenho essa mania de olhar o celular, fingindo querer saber as horas, mas na verdade confirmando que ninguém se lembrou de mim nos últimos setecentos minutos (às vezes, mais). Já tive relógio, mas quebrou, assim como o tempo.
Agonia enquanto você não volta, que não sei pra onde foi, nem se volta. Mas vou esperar.
Hoje.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sweet

I ' M G E T T I N G so stupid, so old fashioned, but I don't care at all 'cuz you held my hand and then I just didn't want to be anywhere else in the world.

domingo, 14 de setembro de 2008

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terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Ponto Culiminante (pt. I)


F O I C O M a garganta navalhada de mágoas que, pela primeira vez, me virou as costas e saiu. Fiquei onde estava, acho que permaneci de queixo caído por alguns segundos. Não por estar surpreendida. Aliás, eu já esperava isso há algum tempo. E foram as mesmas cenas, só que com outro personagem. Fiquei onde estava. Ainda estou onde fiquei. Boquiaberta.
Chegou então, o Ponto Culminante. Aquele sobre o qual tanto tentei te alertar. Isso está ficando perigoso, eu disse, e você riu, me provocando. Perigo! Agora não posso pensar em você.
Estou sentada, então, no ponto culminante. Exatamente do jeito e no local onde você me deixou. Comecei a fazer essas anotações sem saber bem onde ia chegar. Apenas para dizer que o ponto culminante não me cutuca pois estou boquiaberta e inatingível. E pra dizer que esse é o momento de uma decisão drástica.
Sempre fui de fazer dramas, e com você não poderia ser diferente. Eu sabia que não ia ficar tudo assim tão bem como era. E é engraçado eu nunca ter feito anotações sobre as maravilhas e bons momentos assim, tão didaticamente, e tão factual.
Faz algumas horas e eu não sei se vou ou se fico. Não devia ter brincado, não devia mesmo. Estou arrependida - e isso é tudo o que eu não devia estar. Eu deveria estar em outra, passeando de carro com os cabelos ao vento, indo para uma Aventura Qualquer, vendo Sessão da Tarde ou vomitando no banheiro do bar.
Ahhh, tão bom-demais-pra-ser-verdade, que eu fiz questão de deixar ruim, só pra não fugir à regra! Gosto da nossa coisa sem regras, e gosto mais do que deveria gostar. E eu falei pra você que era tão idiota ficar se policiando! Gosto e não entendo toda a sua paciência e disposição!
Céus, me vacinem! Estou apegada. E, estranhamente, com um nó na garganta desde a noite passada. (e agora, ou o Ponto Culmina para o Fim, ou para a parte II)

outro grande erro da minha matemática: ouvir músicas de amor.

Eu quero a diferença que me faz te olhar de frente.
Deixa eu te levar. Não há razão e nem motivo pra explicar que eu te completo e que você vai me bastar.
(Tolerância, Ana Carolina)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Um Post Babaca

C O M O J Á diz o título, e, pra ser ainda mais babaca, vou usar da redundância (mais uma vez, pois já a usei) e avisá-los (o que já foi avisado): hoje vou fazer um post babaca.
Babaca. Idiota.
Substantivos assim, comuns de dois gêneros. Servem para ele, o post. E para mim, a postadora (neologismo idiota). Pois penso que é isso o que você pensa sobre mim. Que sou babaca, idiota e burra. Estou repetindo não para economizar vocabulário, mas por não ter mais vocabulário para me expressar.
Assim, simplória, sincera e babaca. Hoje estou tão humana. Sinto inveja e sinto raiva. De várias coisas, sobre vários rostos. Daquilo que eu deixei morrer. Daquilo que eu me transformei. De mulher super interessante e cheia de mistérios (inclusive os da carne) para ensinar, a uma qualquer-coisa aspirante à alguma imitação, de vocabulário curto, fala pobre, ambigüidades quase sem vírgulas e sem conteúdo.
E, se fosse isso, só pra cavar o fundo do poço (onde me encontro nessas linhas) ainda mais fundo, eu te atestaria minha superficialidade dizendo mas eu emagreci e até pintei o cabelo! Falaria com tanta convicção, com aquele meu sorrisinho irritante e as mãos espalmadas indicando que isso é óbvio, que confie em mim (que paro nessa posição com a boca aberta). Mãos espalmadas com unhas mal-cortadas. Talvez seja isso. Talvez eu devesse fazer as unhas, talvez.
Ah, esse mundão (!) e suas injustiças. Tudo o que tive em mãos (inclusive você, que deve querer se esquecer disso) deve ter sido única e meramente um fruto do acaso, da sorte, de um vento favorável que me fez fechar o olho direito porque estava contra o sol, e te fez achar tal gesto charmoso. Sei lá. Só não entendo porque foi que tiraram de mim essa sorte e doaram para eles, que tanto fedem e nem sabem fazer Pen Spinning!

Talvez, se não fosse o chips, eu teria evitado as baratas. E se eu tivesse sentado mais para trás, eu teria evitado o cocô da pomba. (b-a-b-a-c-a!)