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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Se amanhã não for nada disso

C A B E RÁ só a mim esquecer.

Me dá um beijo, então. Aperta a minha mão. Tolice é viver a vida assim, sem aventura.
Deixa ser pelo coração. Se é loucura, então melhor não ter razão.

sábado, 27 de setembro de 2008

Now he's back home doing nine to five, living a gray flannel life. But when he turns off to sleep, memories keep: more, more, more...

S C R A T C H M E
Scratch me again
Scratch me
To leave your trail in my skin

So sniff my neck
Bite it or my shoulder
Turn me red or purple
Turn me on

You know what you cause in me
and you really seem to like it
Do you feel the way I do
when our fingertips get in touch?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Ponto Culiminante (pt. I)


F O I C O M a garganta navalhada de mágoas que, pela primeira vez, me virou as costas e saiu. Fiquei onde estava, acho que permaneci de queixo caído por alguns segundos. Não por estar surpreendida. Aliás, eu já esperava isso há algum tempo. E foram as mesmas cenas, só que com outro personagem. Fiquei onde estava. Ainda estou onde fiquei. Boquiaberta.
Chegou então, o Ponto Culminante. Aquele sobre o qual tanto tentei te alertar. Isso está ficando perigoso, eu disse, e você riu, me provocando. Perigo! Agora não posso pensar em você.
Estou sentada, então, no ponto culminante. Exatamente do jeito e no local onde você me deixou. Comecei a fazer essas anotações sem saber bem onde ia chegar. Apenas para dizer que o ponto culminante não me cutuca pois estou boquiaberta e inatingível. E pra dizer que esse é o momento de uma decisão drástica.
Sempre fui de fazer dramas, e com você não poderia ser diferente. Eu sabia que não ia ficar tudo assim tão bem como era. E é engraçado eu nunca ter feito anotações sobre as maravilhas e bons momentos assim, tão didaticamente, e tão factual.
Faz algumas horas e eu não sei se vou ou se fico. Não devia ter brincado, não devia mesmo. Estou arrependida - e isso é tudo o que eu não devia estar. Eu deveria estar em outra, passeando de carro com os cabelos ao vento, indo para uma Aventura Qualquer, vendo Sessão da Tarde ou vomitando no banheiro do bar.
Ahhh, tão bom-demais-pra-ser-verdade, que eu fiz questão de deixar ruim, só pra não fugir à regra! Gosto da nossa coisa sem regras, e gosto mais do que deveria gostar. E eu falei pra você que era tão idiota ficar se policiando! Gosto e não entendo toda a sua paciência e disposição!
Céus, me vacinem! Estou apegada. E, estranhamente, com um nó na garganta desde a noite passada. (e agora, ou o Ponto Culmina para o Fim, ou para a parte II)

outro grande erro da minha matemática: ouvir músicas de amor.

Eu quero a diferença que me faz te olhar de frente.
Deixa eu te levar. Não há razão e nem motivo pra explicar que eu te completo e que você vai me bastar.
(Tolerância, Ana Carolina)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

I miss you.
Miss you so bad.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Leve



N Ã O M E leve a mal, me leve à toa pela última vez a um quiosque, ao planetário ao cais do porto, ao paço.
O meu coração (meu coração, meu coração) parece que perde um pedaço.
Mas não me leve a sério. Passou este verão. Outros passarão. Eu passo.
Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça da sua cortiça.
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense que eu cheguei de leve, machuquei você de leve e me retirei com pés de lã.
Sei que o seu caminho amanhã será um caminho bom, mas não me leve.
Não me leve a mal, me leve apenas para andar por aí na lagoa, no cemitério, na areia, no mormaço.
O meu coração, (meu coração, meu coração) parece que perde um pedaço, mas não me leve a sério.

Passou este verão.
Outros passarão.
Eu passo.

(Leve, Chico Buarque)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Onde toda a beleza do mundo se esconde

"Longe, lá de longe
De onde toda a beleza do mundo se esconde
Cante, para ontem
Uma voz que se espanda e suspenda esse instante"

N O T A - S E que esteve lá longe, no lugar onde toda a beleza do mundo se esconde. Ela caminha flutuando, como se ainda estivesse . Mas não está. Não está porque nós conseguimos vê-la. E é longe. Se estivesse, não conseguiríamos, nem com uma lupa. Entendo que a lembrança ainda a faz flutuar vez ou outra. E até engana, ilude. Sei bem como é isso porque eu também já estive . E já a levei . Foi isso o que aconteceu. Suguei dela toda a beleza e vitalidade e joguei tudo . Para que eu pudesse voltar sempre que eu quisesse. E, , encontrasse essa beleza e vitalidade intacta. Mas não sou assim, tão cruel a ponto de roubar-lhe a alma. Devolvi.
Contudo, alguém teve a mesma idéia que eu. Só que não devolveu. Deixou , e, assim, virou seu deus. Agora, a leva de vez em nunca. E quando ela vai, fica tão feliz que chega a dar dó. Fica feliz e cega, pensando que está lá longe, onde toda a beleza do mundo se esconde. Que se tranca e espera sonhando que seu deus a leve. Sempre impaciente e ansiosa pelo dia em que puder ir de novo, e de novo. Mas fingindo estar calma. Porque o contrário causaria a ira do deus e o castigo seria mais uma eternidade trancada. Pobrezinha.