S U A O U de ninguém;
Quisera eu escutar meu coração, mas ele chama pelo nome tão velho (daquele fantasma que te comentei outro dia). E só chama por chamar, não porque quer sentir suas batidas (peito a peito) novamente. Assim fosse, só, o meu coração dispararia com o vulto fantasmagórico (ou algo que o valha) que assombra o meu espelho (o do banheiro, que guarda a escova de dentes verde que ainda uso, a que comprei pra você e já pertenceu à sua boca).
Não. Ele dispara contra o sol (forte, por acaso) e me treme as pernas com o sabor das pitangas caídas na avenida Paraná. Mas não pelo sol, nem pelas pitangas (nem comer pitangas já comi). As frutinhas não bastam, nem o calor, nem os militares de regata branca que demoram quase mais que os carros pro sinal abrir, e gritam e assustam prometendo segurança. Ah, tão inseguros, tão iguais, tão fardados, tão pais de família classe-média!
Tenho essa mania de olhar o celular, fingindo querer saber as horas, mas na verdade confirmando que ninguém se lembrou de mim nos últimos setecentos minutos (às vezes, mais). Já tive relógio, mas quebrou, assim como o tempo.
Agonia enquanto você não volta, que não sei pra onde foi, nem se volta. Mas vou esperar.
Hoje.
Quisera eu escutar meu coração, mas ele chama pelo nome tão velho (daquele fantasma que te comentei outro dia). E só chama por chamar, não porque quer sentir suas batidas (peito a peito) novamente. Assim fosse, só, o meu coração dispararia com o vulto fantasmagórico (ou algo que o valha) que assombra o meu espelho (o do banheiro, que guarda a escova de dentes verde que ainda uso, a que comprei pra você e já pertenceu à sua boca).
Não. Ele dispara contra o sol (forte, por acaso) e me treme as pernas com o sabor das pitangas caídas na avenida Paraná. Mas não pelo sol, nem pelas pitangas (nem comer pitangas já comi). As frutinhas não bastam, nem o calor, nem os militares de regata branca que demoram quase mais que os carros pro sinal abrir, e gritam e assustam prometendo segurança. Ah, tão inseguros, tão iguais, tão fardados, tão pais de família classe-média!
Tenho essa mania de olhar o celular, fingindo querer saber as horas, mas na verdade confirmando que ninguém se lembrou de mim nos últimos setecentos minutos (às vezes, mais). Já tive relógio, mas quebrou, assim como o tempo.
Agonia enquanto você não volta, que não sei pra onde foi, nem se volta. Mas vou esperar.
Hoje.
Um comentário:
amanhã não mais?
Postar um comentário