a me abocanhar mais uma vez. Enquanto as cabras não me amordaçarem as leoas, fica tudo direito. Assim como a mão que uso pra escrever, e o lado que preferes teu meio sorriso. Juro que naquele abraço, senti bater um coração. Que batia tão forte, que nunca (jamais) consegui saber de qual peito vinha. Do meu ou do teu? Apesar de não ter ido muito com a cara dos lacinhos e dos rabiscos em neon, no final saí de lá mais leve, e não só com a sensação de dever cumprido. Com a certeza que aquele abraço e aquele coração sem dono não era mesmo meu, nem teu. Era nosso, e pulsava radiante a alegria e a glória da descoberta de um começo. Em ti, pela novidade que eu ali representava. Em mim, pela descoberta quase póstuma de que a vida ainda poderia me surpreender. De lá àqui, nunca esqueci a intensidade do abraço que marcava: nada mais seria igual.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
3 comentários:
quando depositamos nosso amor em outra pessoa devemos nos depojar completamente...
ótimo texto Lisiê
Nem todos os abraços marcam. Mas, aqueles que marcam, te fodem inteira e para sempre.
Eu tenho 1 abraço desses em mim. E que faz tempão que não recebo.
=/
Saudades, Lisi!
o/
enfim...
"Ameaça Velada (um desabafo em código morse)
Hoje o dia tá assim, pra tempestade. Achei que a essa altura a dor física já haveria me deixado em paz. Mas não, só foi piorando, a ponto de me fazer temer o que ainda há por vir. Aposto que você nem sabe o que é isso. Toda essa tua esperteza e malandragem não devem ter te deixado sentir muitas coisas, afinal.
(...)
Acontece que me deixei levar, e, inocentemente, também caí nas tuas garras. Agora fui um dos degraus que você pisou, tão levianamente, para ficar mais confortável no teu grande dia. Olha como sou patética: você era uma das últimas pessoas de quem eu esperava tamanha decepção.
Não estou negando aqui que existiram outros fatores, que se decidiram alheios à sua vontade. Francamente, você não é tanta coisa assim. Outra coisa que eu não esperava fosse tamanha fraqueza e falta de personalidade. (...)
Mas não, querida. Essa minha dor não é, não foi, nem nunca será por você. É pelo que você me tirou, porque te daria uma certa vantagem a mais, talvez te ajudaria a disfarçar tua solidão. De qualquer forma, é melhor você começar a se conformar. És tão superficial que jamais alguém se envolverá tanto contigo. Jamais alguém chorará tuas dores. Jamais alguém sentirá verdadeiramente a tua falta. Ao teu redor, cercar-se-há de sentimentos tão profundos quanto um píres. Tua única verdade será essa tua inveja amarga, que ainda vai te corroer. Até lá, encarregar-se-há de destruir tudo o que lhe parecer bom e verdadeiro, só pra agregar mais novos infelizes à tua desgraça de existir.
Hoje jogo teu jogo pela tua ameaça, não pela tua companhia. Te sorrio não porque falaste alguma coisa agradável, e sim porque sinto o cano gelado do teu revólver no meu pescoço. Se bem que, sem querer fazer drama, a essa altura, até que seria interessante morrer."
faço suas, as minhas! ^^
A quem um dia me fez feliz,
Basta dizer que estou tranquilo.
E apenas isto.
A quem um dia me fez feliz,
Digo que chorei.
Mas não mais do que isto.
Talvez possa dizer que sofri um piteco,
Mas por culpa do que levaste e tiraste de mim
E não pela ausência de ti.
Postar um comentário