O ar condicionado irritava levemente a minha garganta. Mas estava tudo tão confortável naquele espacinho apertado do banco. Na verdade não era a temperatura ambiente, eram as luzes que, depois de tantas horas, eu passava a reconhecer. Era o lugar. Eu respirava numa euforia incontida - era domingo, e logo logo seria segunda-feira! Ah, como eu esperava pelas segundas-feiras (você nem soube)!
Trafegávamos pelas ruas onde só o que víamos era a sinalização, que correspondia ao farol do carro conforme ele as iluminava. Mas eu sabia que estávamos verdadeiramente perto, quando o rádio tocou a nossa música. Meu coração acelerou, e eu queria correr porque de tanta euforia eu chegaria mais rápido correndo. Sempre tão musicais nossas conversas. Você nunca entendeu mesmo o que eu queria dizer?
Lembro que te fiz ouvir repetidas vezes aquele CD. E agora, uma delas tocava num dos silêncios mais lindos do mundo. Sentia as palhetadas nas cordas do violão gravado, e, ah, eles me entendiam. Estou ensaiado para te tocar.
Há quase um mês estava fora, e sabia que estava tão esquecida que podia ser melhor morrer ali mesmo, com tanta saudade, com tantos planos, mas ainda sem decepções. Aprendi a tocar a música que você gosta, só pra poder cantar pra você. Ai, como eu queria que fosse o meu violão. Quase um mês, e, mais do que nunca, eu sabia muito bem o que queria. Quase um mês sem um contato, sem uma foto. Só as músicas, que sempre me traziam você. Que me causavam muito mais que uma foto ou uma carta poderia causar.
A música que todo mundo descobriu depois de nós. E repetiu incansavelmente na novela, no ônibus, na rua. E tinha mesmo que repetir, porque sempre que eu a escutava por acaso, era uma esperança nova, um quem sabe ela escute e também pense em mim. Na novela onde eu nos via, e você me disse também eu gosto de Maná. E eles tocavam para elas. E eles tocavam para nós.
Quase um mês à espera que passasse. Senti minha vida parar. E agora, as luzes, a música, o caminho. Tudo estava me trazendo de volta à vida, porque estava me trazendo de volta a você. Mas nunca me iludi. Sempre soube que esse sentimento foi meu, só meu.
Agora, todo esse tempo depois, desse quase um mês, só lembro de uma coisa. Quando, na preguiça, aquele acabamos de chegar que fome vamos pedir uma pizza, o telefone tocou. Era ela.
- Eu senti sua falta.
Trafegávamos pelas ruas onde só o que víamos era a sinalização, que correspondia ao farol do carro conforme ele as iluminava. Mas eu sabia que estávamos verdadeiramente perto, quando o rádio tocou a nossa música. Meu coração acelerou, e eu queria correr porque de tanta euforia eu chegaria mais rápido correndo. Sempre tão musicais nossas conversas. Você nunca entendeu mesmo o que eu queria dizer?
Lembro que te fiz ouvir repetidas vezes aquele CD. E agora, uma delas tocava num dos silêncios mais lindos do mundo. Sentia as palhetadas nas cordas do violão gravado, e, ah, eles me entendiam. Estou ensaiado para te tocar.
Há quase um mês estava fora, e sabia que estava tão esquecida que podia ser melhor morrer ali mesmo, com tanta saudade, com tantos planos, mas ainda sem decepções. Aprendi a tocar a música que você gosta, só pra poder cantar pra você. Ai, como eu queria que fosse o meu violão. Quase um mês, e, mais do que nunca, eu sabia muito bem o que queria. Quase um mês sem um contato, sem uma foto. Só as músicas, que sempre me traziam você. Que me causavam muito mais que uma foto ou uma carta poderia causar.
A música que todo mundo descobriu depois de nós. E repetiu incansavelmente na novela, no ônibus, na rua. E tinha mesmo que repetir, porque sempre que eu a escutava por acaso, era uma esperança nova, um quem sabe ela escute e também pense em mim. Na novela onde eu nos via, e você me disse também eu gosto de Maná. E eles tocavam para elas. E eles tocavam para nós.
Quase um mês à espera que passasse. Senti minha vida parar. E agora, as luzes, a música, o caminho. Tudo estava me trazendo de volta à vida, porque estava me trazendo de volta a você. Mas nunca me iludi. Sempre soube que esse sentimento foi meu, só meu.
Agora, todo esse tempo depois, desse quase um mês, só lembro de uma coisa. Quando, na preguiça, aquele acabamos de chegar que fome vamos pedir uma pizza, o telefone tocou. Era ela.
- Eu senti sua falta.
4 comentários:
Aiin..Quase choro.
*.*
O texto ficou lindo...parabnes
lindo mesmo. Um sentimento brando e leve, doce, fresco. Pulgente dentro do peito, melancólico, saudosista.
aiai... fiquei apaixonado pela história das personagens (reais ou não)
=D
*________*
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