E R A U M A tortura ver seus dedos deslizando pelo violão. Eu via um gesto obsceno - e você o prosseguia ali, no palco, com todo mundo vendo. Eu te avisei. Eu gritei e falei cuidado com seu zíper ele pode abrir, mas você não me ouviu. Você não ouviu ninguém. Você permaneceu lá, intocável, como se estivesse numa altura superior a nós, como se nada pudesse te atingir. E um dia você foi assim comigo. Eu lembro. E agora é o violão que sente o seu arrepio. Fico no lugar onde você não me vê, onde não vês ninguém. Pois está acima de todos, e vai continuar assim até o concerto acabar e o violão suspirar o seu orgasmo pleno. Quem dera.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
E R A U M A tortura ver seus dedos deslizando pelo violão. Eu via um gesto obsceno - e você o prosseguia ali, no palco, com todo mundo vendo. Eu te avisei. Eu gritei e falei cuidado com seu zíper ele pode abrir, mas você não me ouviu. Você não ouviu ninguém. Você permaneceu lá, intocável, como se estivesse numa altura superior a nós, como se nada pudesse te atingir. E um dia você foi assim comigo. Eu lembro. E agora é o violão que sente o seu arrepio. Fico no lugar onde você não me vê, onde não vês ninguém. Pois está acima de todos, e vai continuar assim até o concerto acabar e o violão suspirar o seu orgasmo pleno. Quem dera.
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2 comentários:
continua superior, mas sem ninguém por perto, só a si mesmo.
Oie Lisiê
Obrigada pela visita...agora vou vir sempre insaciavel...beijinhos
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